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Algoritmo do LinkedIn em 2026: como vencer o 360Brew e ganhar alcance (com modelos de posts)

Se você abriu o painel do LinkedIn nos últimos meses e sentiu um friozinho na barriga ao ver as impressões despencando, respira: não é só com você. O algoritmo do LinkedIn passou pela maior reforma da história da plataforma, e quem continua jogando com as regras de 2024 está, literalmente, falando sozinho no feed. A boa notícia? As regras novas são claras, mensuráveis e, para quem faz conteúdo de verdade, muito mais justas. Um perfil com 500 seguidores e autoridade em um tema pode hoje alcançar mais gente qualificada do que uma conta com 50 mil seguidores que fala de tudo um pouco. Neste guia, a gente destrincha como o algoritmo do LinkedIn funciona em 2026, o que parou de dar resultado e, principalmente, como vencer o jogo com estratégia — e com modelos de posts prontos para você adaptar.
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Capa: como vencer o algoritmo do LinkedIn em 2026

Pontos principais

  • O LinkedIn trocou seus antigos modelos de ranqueamento por uma única IA, o 360Brew, que lê e entende o que você escreve;
  • O feed deixou de ser guiado por “quem você conhece” e passou a ser guiado por “sobre o que você fala”: só 31% do que aparece vem de conexões de primeiro grau;
  • Salvamentos viraram o sinal mais valioso — valem cerca de 5 vezes mais alcance que uma curtida;
  • Carrosséis (posts em documento) lideram o engajamento, com média de 6,6%, contra cerca de 2% dos posts só de texto;
  • Postar de 3 a 5 vezes por semana rende mais do que postar todo dia;
  • Responder aos comentários na primeira hora pode aumentar a visibilidade em até 35%;
  • Um bom post hoje vive de 14 a 21 dias, e não apenas 24 horas.

O que mudou: do “quem você conhece” para o “o que você sabe”

Durante anos, por exemplo, a lógica do LinkedIn era parecida com a de uma festa de networking: quanto mais gente você conhecia, mais gente via o que você dizia. Seguidores e conexões eram a moeda principal do algoritmo do LinkedIn. Isso acabou.

Em 2026, o LinkedIn substituiu milhares de modelos de recomendação que tinha construído ao longo dos anos por um sistema único de inteligência artificial com cerca de 150 bilhões de parâmetros, batizado de 360Brew. Segundo o levantamento publicado pela Frontal, que reuniu dados de mais de 5,6 milhões de posts, a mudança foi confirmada pelo próprio time de engenharia do LinkedIn em março deste ano.

O que é o 360Brew, o novo algoritmo do LinkedIn?

Em primeiro lugar, pense no 360Brew como um leitor muito atento — e muito exigente. Diferente dos modelos antigos, que basicamente contavam sinais (curtidas, comentários, cliques), ele entende semanticamente o conteúdo. Se você escreve sobre “como reduzir o custo de aquisição de clientes com uma estratégia multicanal”, ele sabe que o assunto é marketing, receita e eficiência, mesmo que você não use nenhuma palavra-chave óbvia.

O modelo foi descrito em um artigo científico publicado no arXiv por pesquisadores do LinkedIn. Em resumo: é um modelo de linguagem treinado exclusivamente com dados da plataforma — perfis, posts, interações e descrições de vagas — e que usa os últimos dois a três meses de atividade de cada usuário para personalizar o que ele vê. Ou seja, o algoritmo não avalia seu post isoladamente: ele avalia a trajetória de interesse de cada pessoa e decide se o seu conteúdo combina com ela.

Grafo de relacionamento x grafo de interesse

Aqui está a virada de chave. O LinkedIn deixou de operar majoritariamente por um grafo de relacionamento (sua rede de conexões) e passou a operar por um grafo de interesse (os temas com os quais cada pessoa se envolve). Na prática, apenas 31% do feed vem de conexões de primeiro grau. Os outros 69% são conteúdos que o algoritmo entendeu que interessam àquela pessoa — venham de onde vierem.

Por isso, para quem produz conteúdo, isso tem duas consequências diretas. A primeira é animadora: seu post pode chegar a profissionais que você nunca conheceu, em setores próximos ao seu, simplesmente porque o tema é relevante para eles. A segunda é um alerta: número de seguidores deixou de ser garantia de alcance. Se você fala de tudo, o algoritmo do LinkedIn não sabe para quem te mostrar.

Como funciona o algoritmo do LinkedIn hoje: a jornada de um post em 3 etapas

Todo post publicado passa por uma espécie de “corrida de obstáculos” antes de chegar a um público grande. Entender cada etapa é o primeiro passo para vencer o algoritmo do LinkedIn.

Infográfico: as 3 etapas do algoritmo do LinkedIn — filtro de qualidade, teste na hora de ouro e grafo de interesse

Etapa 1: o filtro de qualidade

Assim que você clica em “publicar”, o 360Brew classifica o conteúdo em três grupos: spam, baixa qualidade ou conteúdo de valor. Posts com isca de engajamento (“comente SIM que eu te mando”), histórias vagas, excesso de hashtags ou aquele texto genérico com cara de IA mal revisada são freados antes mesmo de qualquer pessoa vê-los.

As próprias políticas da comunidade profissional do LinkedIn dão pistas do que é tratado como spam: enquetes de emoji ou reação feitas só para inflar números, correntes pedindo curtidas e compartilhamentos e comentários repetitivos ou irrelevantes. Conforme lembra o guia da Sprout Social, existe um filtro automático para os casos óbvios e, nos casos ambíguos, revisão humana.

Além do mais, tem um detalhe que pouca gente conhece: nessa etapa o algoritmo também confere a coerência do seu perfil. Ele compara o que o seu título e a sua seção “Sobre” dizem que você faz com o assunto do post. Se a especialista em employer branding publica sobre employer branding, ganha pontos de credibilidade logo na largada. Se publica frase motivacional genérica, perde.

Etapa 2: o teste com uma pequena amostra (a “hora de ouro”)

Passou pelo filtro? Então o LinkedIn mostra seu post para uma pequena fatia da sua audiência — algo entre 2% e 5% — e observa a reação durante os primeiros 30 a 60 minutos. É a famosa “golden hour”.

Nesse período, o algoritmo mede:

  • Tempo de permanência (dwell time): quanto tempo as pessoas passam lendo antes de rolar o feed;
  • Profundidade dos comentários: respostas elaboradas valem muito mais que “Top!” ou “Concordo”;
  • Salvamentos: quem salva está dizendo “quero voltar aqui depois”;
  • Compartilhamentos por mensagem direta: o famoso “olha isso aqui” mandado para um colega.

Se a amostra responde bem, a distribuição se expande. Se responde mal, o alcance fica limitado. Por isso a primeira hora depois de publicar é, de longe, o momento mais importante do seu calendário editorial.

Etapa 3: a distribuição pelo grafo de interesse

Em seguida, os posts que passam no teste são cruzados com o grafo de interesse. O 360Brew procura, em toda a plataforma, profissionais que demonstraram afinidade com aquele tema — pelo que leem, salvam, comentam e pelo que está nos seus perfis.

E ele vai além: modela tendências. Se alguém leu três conteúdos sobre marketing de influência nesta semana e salvou um post sobre métricas de creators, o algoritmo entende para onde o interesse dessa pessoa está indo e passa a entregar conteúdos que acompanham essa trajetória. É aqui que mora a mágica dos 69% de distribuição fora da sua rede.

Além disso, um ponto importante: o algoritmo também avalia quem engaja com você. Se você fala de marketing B2B, mas quem comenta são pessoas de áreas sem nenhuma relação com o tema, o sistema detecta a incoerência e segura a distribuição. A audiência precisa combinar com o assunto.

Os números que explicam a queda de alcance (e por que ela não é o fim do mundo)

Antes de tudo, vamos ao elefante na sala. De acordo com o relatório Algorithm Insights, de Richard van der Blom, que analisou 1,8 milhão de posts, as visualizações caíram cerca de 50% em relação ao ano anterior, o engajamento total caiu 25% e o crescimento de seguidores despencou 59%.

Parece o apocalipse, mas tem outro número que muda a leitura: o engajamento médio por post subiu 18%. Ou seja, o LinkedIn não está mostrando seu conteúdo para menos gente por maldade. Está mostrando para menos gente, só que mais bem escolhida. Menos curiosos, mais gente com chance real de virar conversa, contato ou cliente.

Infográfico: hierarquia de sinais de distribuição no LinkedIn, com salvamentos no topo

Alguns dados que valem ter na ponta da língua:

  • Salvamentos geram cerca de 5 vezes mais alcance do que uma curtida e 2 vezes mais do que um comentário (dados da AuthoredUp, com mais de 3 milhões de posts);
  • O tempo de permanência tem correlação de 15,6% com o engajamento, contra apenas 1,2% das curtidas;
  • A hierarquia de sinais ficou assim: salvamentos > compartilhamentos por DM > comentários > reações > curtidas;
  • Um post leva em média 23 horas para atingir metade do engajamento total que vai ter na vida;
  • Conteúdos substanciosos, que acumulam salvamentos, seguem circulando de 14 a 21 dias;
  • Perfis com mais de 60 dias de publicação consistente em um nicho chegam a ter até 78% mais distribuição;
  • Páginas de empresa alcançam, organicamente, cerca de 1,6% dos seguidores.

O que parou de funcionar no algoritmo do LinkedIn

Antes de falar do que fazer, vale fazer uma faxina no que não funciona mais. Muita gente está perdendo alcance não por falta de esforço, mas por excesso de esforço na direção errada.

Infográfico comparando o playbook antigo e o playbook 2026 para o LinkedIn
  • Caçar curtidas: a curtida virou o sinal mais fraco de todos. Otimizar para ela é otimizar para o que menos importa;
  • Postar todo santo dia: volume alto aumenta a chance de publicar algo raso, que o filtro de qualidade derruba. E um post fraco pode atrapalhar o próximo, porque o algoritmo considera seu histórico recente;
  • Surfar qualquer trend: pular de assunto em assunto confunde o algoritmo e zera a autoridade temática que você vinha construindo;
  • Encher o post de hashtags: 10 ou mais hashtags podem gerar uma penalidade de 30% a 50% na visibilidade;
  • Grupos de engajamento (os famosos “pods”): aquela turma que combina de curtir e comentar tudo nos primeiros minutos agora é detectada e o post é suprimido, e não impulsionado;
  • Link no primeiro comentário: o truque clássico também passou a ser penalizado, com redução que pode chegar a 80% da visibilidade. Posts com link externo no corpo têm de 18% a 60% menos alcance do que conteúdo nativo.

8 estratégias para vencer o algoritmo do LinkedIn em 2026

Agora sim, a parte prática. Abaixo estão as estratégias que mais pesam na distribuição hoje, com modelos de posts para você adaptar ao seu nicho. Os exemplos foram criados para ilustrar estruturas — os nomes e fotos dos autores estão ocultados.

1. Escreva para ser salvo, não para ser curtido

Para o algoritmo do LinkedIn, uma curtida vale pouco: ela leva meio segundo. Um salvamento exige intenção: a pessoa decidiu que aquilo vale uma segunda leitura. É exatamente esse sinal de “isso tem valor de referência” que o 360Brew mais recompensa.

Antes de publicar, faça uma pergunta simples: alguém salvaria isso para consultar depois? Se a resposta for não, reescreva. Os formatos que mais geram salvamentos têm algo em comum: entregam um framework com nome, um checklist, um passo a passo aplicável, um comparativo ou dados de mercado que poupam o trabalho de pesquisa do leitor.

Modelo de post do LinkedIn feito para ser salvo, com checklist e anotações da estrutura

Modelo de post “para salvar”:

  • Linha 1 (gancho específico): uma promessa concreta. Ex.: “O checklist que uso antes de aprovar qualquer campanha com influenciadores.”
  • Linha 2 (contexto rápido): por que isso importa ou de onde veio o aprendizado;
  • Corpo: 5 a 7 itens numerados, curtos e acionáveis;
  • Fechamento: uma pergunta real para puxar conversa (“Qual item você acrescentaria?”), sem pedir curtida nem compartilhamento.

Por fim, uma dica de ouro: faça uma auditoria dos seus últimos 10 posts ordenando por número de salvamentos, e não por curtidas ou impressões. A lista de “melhores posts” muda completamente — e mostra o que de fato está funcionando.

2. Aposte nos carrosséis (posts em documento)

Se existe uma vantagem estrutural no LinkedIn hoje, ela se chama carrossel. Os posts em documento (PDF) têm engajamento médio de 6,6%, o maior entre todos os formatos — mais de três vezes o dos posts apenas de texto, que ficam na casa dos 2%. Vídeo nativo vem logo atrás, com cerca de 5,6%.

Afinal, a explicação é simples: cada deslizada de página é um novo sinal de atenção, o que aumenta o tempo de permanência. E, por ter cara de material de consulta, o carrossel é salvo com muito mais frequência. Ele entrega, de uma vez só, os dois sinais que o algoritmo mais valoriza.

Modelo de carrossel (post em documento) no LinkedIn com estrutura de 7 páginas

Modelo de carrossel em 7 páginas:

  1. Capa: título com promessa clara + uma imagem real (de preferência com gente);
  2. O problema: uma dor que seu público reconhece de imediato;
  3. Páginas 3 a 6: uma ideia por página, com pouco texto e muito contraste;
  4. Página 7: resumo em formato de checklist + chamada para salvar e comentar.

Felizmente, não é preciso um estúdio de design para isso: ferramentas como o Canva ou o Figma resolvem bem, desde que você exporte em PDF. E aqui vai um atalho de alto retorno: pegue seus três melhores posts de texto dos últimos 90 dias e transforme cada um em carrossel. O conteúdo já foi validado pelo público; agora ele ganha o formato que o algoritmo prefere.

3. Escolha uma raia e fique nela

O LinkedIn passou a calcular uma espécie de “nota de autoridade temática” para cada perfil: o quanto você está associado a um assunto. Ela se constrói com pelo menos 60 dias de publicações consistentes em um nicho e pode render até 78% mais distribuição. Em bom português: seis meses falando de um tema valem mais do que um ano falando de tudo.

Por outro lado, consistência não é repetir o mesmo post. É abordar o mesmo território por ângulos diferentes. Um perfil focado em social media, por exemplo, pode alternar entre métricas, formatos, cases, ferramentas e tendências — tudo reforçando o mesmo cluster de assuntos.

Três ajustes rápidos para ganhar pontos de autoridade:

  • Alinhe o perfil ao conteúdo: título e seção “Sobre” precisam dizer, com clareza, o tema em que você quer ser reconhecido;
  • Defina de 2 a 3 pilares de conteúdo e cheque cada pauta contra eles antes de publicar;
  • Evite posts reativos fora do seu nicho, por mais tentadora que seja a trend da semana. Eles confundem a classificação do seu perfil.

4. Trate a primeira hora como um lançamento

Responder a todos os comentários nos primeiros 60 minutos rende, segundo diferentes estudos, um aumento de cerca de 35% na visibilidade. Isso porque conversas com idas e vindas são justamente o tipo de sinal que convence o algoritmo a levar o post para o grafo de interesse.

Na prática, a tática é mais operacional do que criativa: bloqueie uma hora na agenda logo depois de cada publicação, exclusivamente para responder comentários. Trate como reunião. Não publique e saia correndo para outra call.

E as equipes podem (e devem) sistematizar isso. Quando colegas de uma mesma área comentam com profundidade nos posts uns dos outros, isso não é “pod”: são profissionais do mesmo tema gerando conversa real. A diferença está na relevância. O algoritmo pune engajamento mecânico de gente aleatória, mas valoriza comentários substanciais de pessoas que entendem do assunto. Avise o time sobre o horário de publicação e combine que os comentários precisam acrescentar algo — nada de “Parabéns pelo post!”.

5. Puxe conversa de verdade

O próprio LinkedIn repete a orientação: prefira conversas genuínas a autopromoção e jargão, e publique coisas que provoquem uma resposta. Os formatos que mais fazem isso, segundo a Sprout Social, são as perguntas abertas e os comentários com opinião sobre notícias do setor.

Modelo de post de opinião com pergunta no LinkedIn sobre o alcance das páginas de empresa

Modelo de post de opinião sobre o mercado:

  • Gancho: o fato, em uma linha. Ex.: “O alcance orgânico das páginas de empresa no LinkedIn está em torno de 1,6%.”
  • Sua leitura: o que isso significa na prática, com uma posição clara (sem medo de discordar do consenso);
  • Prova: um dado, um case ou uma experiência própria;
  • Pergunta final específica: “Na sua empresa, quem fala pela marca no LinkedIn hoje?” funciona muito melhor do que “O que vocês acham?”.

Por exemplo, algumas perguntas que costumam render boas discussões entre profissionais de marketing: “Qual ferramenta mudou sua rotina este ano?”, “Que tendência você acha superestimada?” e “Qual métrica você parou de reportar e não sentiu falta?”. Perguntas que pedem experiência geram comentários longos — e comentários longos são ouro para o algoritmo.

O LinkedIn quer que as pessoas fiquem no LinkedIn. Por isso, posts que mandam o usuário para fora têm alcance menor. A estratégia é entregar o valor no próprio feed: resuma o artigo, mostre os dados, conte a história. Se o link for indispensável, publique-o depois que o post já tiver ganhado tração — e saiba que ele ainda pode custar algum alcance.

Já sobre hashtags, o recado é direto: de zero a três, sempre específicas. #marketingdeinfluencia diz muito mais ao algoritmo do que #sucesso ou #lideranca. Hoje, a linguagem que você usa ao longo do texto pesa mais na classificação do que as tags no final.

Já as menções funcionam quando são verdadeiras. Marque pessoas e empresas que realmente fazem parte da história e que provavelmente vão responder. O próprio LinkedIn recomenda limitar a cinco menções por post. Marcar dez pessoas aleatórias só para ganhar notificação é o tipo de comportamento que o filtro de qualidade enxerga de longe.

7. Publique menos, mas melhor (e na hora certa)

Para o algoritmo do LinkedIn, a frequência ideal hoje é de 3 a 5 posts por semana. Postar todo dia passou a ser arriscado, porque aumenta a chance de soltar um conteúdo raso que derruba sua média. Use o tempo que sobrar para lapidar cada post até ele valer um salvamento.

Além disso, outra mudança de mentalidade: um post não morre em 24 horas. Conteúdos que acumulam salvamentos seguem circulando por duas a três semanas. Então, em vez de abandonar um post depois de dois dias, volte a ele entre o 14º e o 21º dia e deixe um comentário novo, com um dado complementar ou um desdobramento. Isso pode estender a janela de distribuição.

E o horário? Os dados de 2026 da Sprout Social mostram que o engajamento no LinkedIn se concentra em dias úteis, com pico de terça a quinta, entre 9h e 17h. Faz sentido: é uma rede profissional, acessada nos intervalos do expediente. Use isso como ponto de partida e ajuste a partir dos dados do seu próprio público.

8. Dê voz às pessoas, não só à marca

Com páginas de empresa alcançando em torno de 1,6% dos seguidores e respondendo por apenas 1% a 2% de todo o feed, ficou claro que o LinkedIn prioriza vozes individuais. O 360Brew valoriza sinais que só uma pessoa tem: coerência de perfil, autoridade em um tema e voz autêntica.

No entanto, isso não significa abandonar a página da empresa, e sim mudar o papel dela: de protagonista para canal de apoio. Os protagonistas passam a ser fundadores, executivos e especialistas do time. A gente já falou sobre isso em detalhes no artigo sobre a queda de alcance das Company Pages e a importância de dar voz aos colaboradores — e os dados de 2026 só reforçaram aquela tese.

Um programa de employee advocacy bem estruturado combina três coisas: escolher embaixadores que já têm afinidade com a plataforma, dar a eles pautas e materiais alinhados aos pilares da marca (sem roteiro engessado) e medir o resultado em conversas geradas, não em curtidas. Conteúdos de bastidores, conquistas do time e cobertura de eventos costumam funcionar muito bem nesse formato, porque humanizam a marca sem soar como propaganda.

Plano de ação: como se adaptar ao algoritmo do LinkedIn em 7 dias

Muita informação? Calma. Dá para começar a virar o jogo já nesta semana, com sete passos práticos:

Infográfico: plano de ação de 7 dias para ganhar alcance no LinkedIn
  1. Audite seus últimos 10 posts por salvamentos. Esse é o seu verdadeiro indicador de desempenho. Use as estatísticas nativas de cada publicação;
  2. Escolha um tema e dedique a ele os próximos 8 posts. A autoridade temática leva mais de 60 dias para se formar — comece a contar agora;
  3. Transforme seu melhor post de texto em um carrossel de 6 páginas e publique novamente;
  4. Bloqueie 60 minutos na agenda depois de cada publicação para responder a todos os comentários;
  5. Revisite os posts de 14 a 21 dias atrás e deixe um comentário novo nos que ainda estão gerando impressões;
  6. Reduza a frequência para 3 ou 4 posts por semana e invista o tempo extra na qualidade;
  7. Comece a medir conversas, e não impressões: pedidos de conexão, visitas ao perfil, mensagens e reuniões geradas a partir do conteúdo.

Em resumo, os passos 1 e 2 são de diagnóstico. Os passos 3 e 4 são os ajustes táticos de maior impacto imediato. Os passos 5 e 6 rendem juros compostos ao longo das semanas. E o 7 alinha seus relatórios à forma como o algoritmo realmente funciona.

Como medir o sucesso diante do novo algoritmo do LinkedIn

Se o alcance caiu de propósito, faz pouco sentido continuar medindo sucesso por impressões. Um post que chega a 5 mil pessoas e não gera nenhuma visita ao perfil está performando mal. Um post que alcança 800 pessoas e gera três mensagens e duas visitas de perfis do seu público-alvo está indo muito bem, por menor que o número pareça.

Portanto, vale reorganizar o relatório mensal em torno de quatro grupos de métricas:

  • Sinais de valor: salvamentos, compartilhamentos por mensagem e tempo de permanência;
  • Qualidade da conversa: número e profundidade dos comentários (e quem está comentando);
  • Alcance qualificado: use “membros alcançados” (pessoas únicas) em vez de “impressões” (exibições totais);
  • Resultado de negócio: pedidos de conexão de perfis do público-alvo, mensagens recebidas, reuniões marcadas e oportunidades geradas.

Em vez de “nossos posts tiveram média de 3 mil impressões”, o relatório passa a dizer “nossos posts geraram 12 conversas qualificadas e 4 reuniões este mês”. Essa mudança de linguagem aproxima o conteúdo do negócio — e é exatamente o que o algoritmo do LinkedIn está recompensando.

Checklist rápido antes de apertar “publicar”

  • Este post tem um motivo claro para ser salvo?
  • Ele reforça o tema em que quero ser reconhecido?
  • As duas primeiras linhas têm um gancho específico, e não uma abertura genérica?
  • Está livre de iscas de engajamento (“curta se concorda”, “comente EU QUERO”)?
  • Soa como uma pessoa escrevendo, e não como um texto genérico de IA?
  • Se for material de referência, não funcionaria melhor como carrossel?
  • Tem no máximo três hashtags específicas e nenhum link desnecessário no corpo?
  • Reservei a próxima hora para responder aos comentários?

Conclusão: o algoritmo do LinkedIn não é seu inimigo

Em suma, dá para encarar o 360Brew como um obstáculo ou como um filtro a seu favor. Ele reduziu o alcance de quem produzia volume sem substância e abriu espaço para quem tem algo útil a dizer — mesmo com poucos seguidores. Vencer o algoritmo do LinkedIn em 2026 não depende de truques, e sim de foco temático, formatos que geram salvamentos, conversas de verdade na primeira hora e pessoas reais falando pela marca.

Se a sua empresa quer construir autoridade no LinkedIn, estruturar um programa de employee advocacy ou simplesmente entender por que o alcance caiu, a BYOUNG pode ajudar. Conheça nosso trabalho de gestão de redes sociais e de consultoria de mídias sociais, ou fale com o nosso time.

FAQ: perguntas frequentes sobre o algoritmo do LinkedIn

Como funciona o algoritmo do LinkedIn em 2026?

Ele funciona em três etapas, comandadas por uma IA chamada 360Brew. Primeiro, classifica o post como spam, baixa qualidade ou conteúdo de valor, lendo o texto de forma semântica. Depois, mostra o post para 2% a 5% da sua audiência e mede tempo de leitura, salvamentos e qualidade dos comentários durante a primeira hora. Por fim, distribui os posts que performaram bem para profissionais interessados no tema, sigam eles você ou não.

Por que meu alcance no LinkedIn caiu tanto?

Porque a plataforma reduziu a distribuição de propósito, priorizando relevância em vez de volume. As visualizações caíram cerca de 50%, mas o engajamento médio por post subiu 18%. Quem continua postando todo dia, sobre temas variados, com muitas hashtags e iscas de engajamento, sente a queda com mais força.

Qual é o sinal mais importante para o algoritmo do LinkedIn?

Os salvamentos. Eles geram cerca de 5 vezes mais alcance do que uma curtida e 2 vezes mais do que um comentário. Logo depois vêm os compartilhamentos por mensagem direta, os comentários elaborados e o tempo de permanência no post.

Quantas vezes por semana devo postar no LinkedIn?

Entre 3 e 5 vezes por semana. A publicação diária aumenta o risco de soltar conteúdos rasos, que são barrados pelo filtro de qualidade e podem prejudicar o desempenho dos próximos posts.

Hashtags ainda funcionam no LinkedIn?

Funcionam pouco. O ideal é usar de zero a três hashtags específicas do seu nicho. Usar dez ou mais pode reduzir a visibilidade em 30% a 50%. A linguagem do texto pesa mais do que as tags na hora de o algoritmo entender o assunto do post.

Um perfil pequeno pode ter mais alcance do que um grande?

Pode, e isso é uma das maiores novidades do algoritmo do LinkedIn. Como a distribuição passou a seguir o interesse pelo tema, um perfil com 500 seguidores e forte autoridade em um nicho pode alcançar mais pessoas qualificadas do que um perfil com 50 mil seguidores que fala de assuntos variados.

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